>>> UA-175186766-2 Webinar promovido pela Fundação PoliSaber e Aulapp abordam temas importantes sobre a educação em tempos de pandemia. – Fundação PoliSaber Skip to main content

Diante do atual cenário que o país enfrenta em relação à COVID-19 e dos desdobramentos que a educação está passando, o webnário trouxe desafios e oportunidades no âmbito da educação para os participantes, educadores e profissionais da área.

Segundo a Unesco milhões de estudantes estão sem aula, com fechamento total ou parcial de escolas e universidades em mais de 150 países devido a pandemia do coronavírus. No Brasil as aulas presenciais estão suspensas em todo o território nacional, e essa situação deverá seguir em ritmos diferenciados nos diferentes estados e municípios a depender da extensão e intensidade da contaminação pela COVID-19.

Na tarde desta quinta-feira (28), a Fundação PoliSaber e a Aulapp promoveram um webnário com a professora e Presidente da Associação Brasileira da Avaliação Educacional (ABAVE), Maria Helena Guimarães Castro, e o professor Antônio Carbonari Netto, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), falaram sobre temas relevantes. A importância da educação online, a educação online na educação infantil, médio e superior, a educação híbrida e o Enem, fizeram parte dos temas abordados no webnário.

O evento contou com aproximadamente 200 pessoas, e foi mediado pelo Gilberto Alvarez, Presidente da Fundação PoliSaber e José Luis Poli, CEO da Aulapp.

Para os sistemas de ensinos organizarem a educação neste momento de pandemia e posteriormente para a volta as aulas, há o parecer “Reorganização do Calendário Escolar em Tempos de Pandemia”, em que Maria Helena foi relatora. Este, além de ajudar os sistemas de ensino a organizar o calendário letivo, define também a possibilidade da educação remota. Mas ela enfatiza que está havendo demora na homologação do documento.

 “O parecer representa um avanço e claramente sinaliza para um futuro que deverá ser cada vez mais entendido como ensino hibrido. Educação presencial com atividades não presenciais, que irão não só complementar, como qualificar o ensino presencial”, afirmou a professora.

Os participantes do webnário apontaram que o ensino a distância não substituí o professor, e que falta o apoio do instrumento adequado que dê autonomia para o professor apresentar suas aulas e conteúdos para os alunos das escolas públicas, e que quando tratado sobre crianças há um desenvolvimento emocional e motivacional diferente, e é necessário haver uma mediação e interação pedagógica. 

“Não tem como fazer educação sem o professor, sem o sentido do mestre, que é a pessoa que vai transmitir o conteúdo e adiantar o aprendizado. É fundamental a tecnologia; quando o instrumento estiver na mão do professor para ministrar a aula, será um sucesso muito grande”, acrescentou Carbonari.

O Enem também foi objeto da reunião entre os participantes, na opinião de Maria Helena o Enem está desatualizado se comparado com outros exames nacionais ao redor do mundo, e precisa ser aperfeiçoado. “As questões do Enem não estão avaliando as competências críticas e o raciocínio lógico que é necessário avaliar, estão dominadas pelo currículo dos vestibulares das universidades públicas federais, super conteudista, ao contrário de outros países que formulam questões muito mais inteligentes, usando a Inteligência Artificial”.

E sugere que o Enem seja aplicado até o final de janeiro, já que as universidades também irão atrasar seu calendário em 2021, e que o ideal para os alunos que estão cursando o terceiro ano do ensino médio que representam um terço dos inscritos do exame, tenham uma outra chance em maio ou junho de 2021. Passando a oferecer o Enem duas vezes por ano. 

Sobre como tratar as avaliações e o método de ensino online neste período no ensino superior, Carbonari aponta que há uma facilidade maior na assimilação por parte destes estudantes, que já são mais vividos e conseguem aprender a distância, já tratando do ensino básico, na educação infantil as crianças tendem a ter mais dificuldade para compreender esse estilo de ensinamento.

“A tecnologia é bem-vinda, no ensino superior essa questão está parcialmente resolvida, no ensino médio não há porque termos tantos problemas, mas no ensino fundamental e infantil eu vejo muitas dificuldades, porque ali o professor é tutor, acompanhador, pai e mãe às vezes, então é muito difícil”.

A educação infantil hoje é uma etapa essencial no desenvolvimento integral de todas as crianças no Brasil e no mundo, o que é consagrado em estudos e organismos nacionais e internacionais. Para o ensino fundamental I é extremamente desafiador oferecer ensinamento não presencial para eles que estão dando início a alfabetização, então o essencial é que estabeleçam um contato para manter o vínculo e falar com os pais.

O retorno as aulas deverão ter um acolhimento, para que todos tenham a oportunidade de falar das suas preocupações, do que espera para essa retomada e mantendo a importância no cuidado socioemocional.  

“Essa criança do fundamental, quando retornar às aulas presenciais é necessário fazer uma avaliação diagnóstica cuidadosa, e oferecer um plano individual de recuperação para cada aluno, cada um tem um ritmo, não há outro jeito, se não essa criança vai ter problemas e esse sim é um fator para o aumento da desigualdade”, disse Maria Helena. 

Ao final do evento Gilberto Alvarez ressaltou que os profissionais da educação e os estudantes fazem parte da solução, e que é essencial dar voz aos estudantes, para que através de reações e inferências deles seja possível criar novas atividades e metodologias. “Qualquer educação online e de modelo hibrido no Brasil, vai funcionar se o professor tiver autonomia para escolher os seus caminhos. Tecnologia é um meio para que projetos pedagógicos sejam criados e executados, empregando no centro os planos de aula dos professores”, finalizou.

Confira o Webinar na integra: https://www.youtube.com/watch?v=SWE4toDb8xA

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